quarta-feira, 27 de maio de 2015

As malas da Maria Eugenia - Adotada MTV

Maria Eugenia "Adotada MTV" - com seus 'Cameos' nas Malas 
No final de fevereiro, Luiz Pagano foi procurado por sua sobrinha Maria Eugenia Suconic, protagonista do reality Adotada MTV para criar os rostinhos apresentados nas malas e em outros objetos que aparecem na segunda temporada do programa.

“As malas não poderiam só ter as imagens do rosto dela, deveriam ir além. Os desenhos devem carregar constantemente parte da personalidade dela, onde quer que ela vá”, descreve Pagano.

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Para dar segmento aos desenhos o artista resolveu adaptar a antiga arte dos camafeus.

O uma das explicações para o termo camafeu, é de que tem origem na palavra "Cameo" ou “Kame'o”, usada na linguagem cabalística para designar um "quadrado mágico", i. e. uma espécie de talismã usado pelas senhoras que encomendavam essas pecas esculpidas em conchas.
Nessa temporada  Pagano adota o grafismo e semiotica das grifes de luxo

A técnica, desde então, vem passando por ressurgimentos periódicos, no início do Renascimento, e novamente nos séculos 18 e 19. O renascimento neoclássico começou na França, com o apoio de Napoleão.

Por que Cameo? - responde Pagano “Não posso usar o termo camafeu, pois nesse caso as conchas, tradicionalmente usadas como base para produzir os camafeus, foram substituídas por malas. Decidi então usar o termo cabalístico ‘cameo’ como uma forma de desejar boa sorte para minha sobrinha nessa nova temporada.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Chocolate e Cupulate - desde a floresta amazônica para a mesa dos melhores restaurantes internacionais

Instalações da Dona Nena na ilha do Combu
Quando os clientes sofisticados de restaurante DOM em São Paulo Brasil comer suas sobremesas exóticas feitas com chocolate da Dona Nena, eles não são capazes de perceber a seqüência impressionante de gestão de idéias, recursos e pessoas mobilizadas para que este chegue em suas mesas.

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Antes de ir além com essa matéria, é importante que se diga que, para comemorarmos os 15 anos de vida e 7 anos do Blog, após uma longa historia de geração de idéias, nos da Blemya resolvemos sairmos do escritório e irmos para campo, para pesquisar um lindo trabalho de talento, de gente e de ciência - a historia dos chocolates e cupulates da Dona Nena, da ilha do Combu.

Junto com o time de mixologistas da Pernod Ricard criamos o projeto Tembi-u (do Guarani neológico "tembi'uapokuaa" que literalmente significa "saber ou ciência de fazer comida"), com o objetivo de levar elementos de excelência da cultura brasileira para a coquetelaria e gastronomia mundial.
Time do Projeto Tembi-u

Para chegarmos as instalações de Dona Nena, partimos de Belém rumo a Ilha do Combu, pelo rio Guamá, são três quilômetros via voadeiras, uma embarcação típica da região amazônica.

Foi somente em 2006 que Dona Izete dos Santos Costa (Dona Nena), que já vendia objetos com o fruto do cacau, chamadas de biojoias, passou a vender uma antiga receita familiar de chocolates e brigadeiros na praça Batista Campos, em Belém PA.

Tudo ia bem, mas um problema levou Dona Nena a ter a primeira de muitas boas idéias.

A amêndoa do cacau usada para fazer o brigadeiro era moída no pilão, método trabalhoso e cansativo. Ao pensar em algo que pudesse moer com menos esforço, encontrou no moedor de carne uma alternativa viável, com isso não só tinha menos trabalho para fazer as receitas como também verificou que a qualidade da massa havia melhorado muito.

Dona Nena protegendo a caixa de abelhas do ataque das formigas

Ela percebeu que o grão ficava mais fino e o processo, ficara mais higiênico, alem do que, conseguiu dar liga à massa sem precisar adicionar açúcar, criando uma fórmula de chocolate 100% cacau.

A sua nova receita foi descoberta pelo chef paraense Thiago Castanho, do Recanto do Peixe/do Bosque e com isso as deliciosas barrinhas de chocolate embaladas na folha do cacaueiro, cacau em pó, brigadeiros e nibs (granulado de cacau que cobre o brigadeiro) foram para ainda alem do estado do Pará e chegaram ao premiado restaurante D.O.M. do chef Alex Atala,

Caixa de Abelhas no padrão EMBRAPA para abelhas da espécie uruçu-amarela (Melipona flavolineata) 
Ela não parou por ai, desenvolveu também o chamado ‘Cupulate’, barrinhas e brigadeiros feitos não com massa de cacau, mas sim com a mucilagem do cupuaçu. O resultado é de uma sobremesa deliciosa, rica em aminoácidos ainda mais doce que o chocolate e menos amargo.

Até mesmo a frutificação dos cacaueiros e dos cupuaçuzeiros tiveram interferências cientificas, com o objetivo de respeitar o meio ambiente. Dona Nena acrescentou ao seu já grande repertorio de inovações a meliponicultura, num projeto em conjunto com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Amazônia Oriental e Universidade Federal do Pará, os recurso vieram de uma financiamento do CNPq.
Abelha da espécie uruçu-amarela (Melipona flavolineata) 

Cinco caixas de abelhas sem ferrão da espécie uruçu-amarela (Melipona flavolineata) foram instaladas na propriedade de Dona Nena, na ilha do Combu.

Alem da disseminação da meliponicultura e à educação ambiental resultante, essas iniciativas mudam para melhor a vida da população ribeirinha ao redor de Dona Nena, “essas abelhas não polinizam só o cacau e o cupuaçu”, afirma ela, “mas também auxiliam na frutificação de outra importante fonte de renda aqui da ilha, o açaí".

Palestra de Luiz Pagano na qual ele explica os desenvolvimentos do projeto Tembi-u 
Segundo o pesquisador Cristiano Menezes, o objetivo  é capacitar a produtora nas técnicas de manejo das abelhas sem ferrão e demonstrar os resultados para os demais moradores da ilha, como forma de atraí-los para a atividade. Além da polinização de espécies frutíferas como o açaí, as abelhas uruçu-amarela produzem mel que pode ser explorado como fonte de renda.

Os próximos passos envolverão visitas para demonstrar as técnicas de alimentação artificial dos insetos. "Como nesta época do ano a produção de mel é reduzida em função da baixa quantidade de flores disponíveis, as abelhas necessitam de alimentação suplementar", explicou o pesquisador Cristiano Menezes. Com o fim do período de chuvas, as florações se intensificam e as abelhas voltam a produzir mel.

chocolate e cupulate embalados na folha do cacaueiro, cacau em pó, brigadeiros e nibs (granulado de cacau que cobre o brigadeiro) 



O Porjeto Tembi-u e Blemya prometem ser o inicio de uma serie de atividades de valorização das pessoas e suas culturas em projetos econômicos viáveis e sustentáveis.

Blemya 15 anos

Historia da Blemya  - Luiz Pagano & Mauricio Bozzi - importação de vodkas da Russia
Веда – русская водка
No ano de 1997, me associei a Mauricio Bozzi, um grande vendedor e um grande amigo para criamos uma empresa especializada na colocação de produtos com algum tipo de dificuldade de introdução de produtos no mercado, a Bozzi & Pagano.

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O começo foi bem prospero, tínhamos a representação da linha de fogões industriais da Dynamic Cooking Systems, concorrente da também americana Viking e também terceirizávamos a equipe comercial do energético austríaco Flash Power, enquanto essa categoria ainda não tinha uma legislação especifica no Brasil, os negócios iam de vento em poupa.

Nos sentíamos privilegiados por termos tanta sorte nos negócios, viajamos, estávamos sempre em festas e encima de grande felicidade discutíamos como nosso mudo poderia ser melhor.

O Mauricio era um cara muito empreendedor, com foco em ganhar dinheiro, mas também curtia ajudar amigos em necessidade. Era comum nos juntarmos para fazer volumosas compras em um supermercado para amigos desempregados, ou juntarmos roupas para doações. Em 2008 vivíamos o boom dos energéticos, ganhávamos mais dinheiro do que precisávamos e passamos a dedicar parte de nossos ganhos para ajudar amigos necessitados.

Blemyas ao passar dos anos

Devido a uma certa imaturidade de nossa parte na época, nos escondíamos de nossas esposas esses ‘gastos com amigos’ e cada vez que elas perguntavam sobre onde estava dada quantia em dinheiro que tínhamos ganhado, dizíamos que uma ‘mosntrinha’ o havia devorado, dando a entender que havíamos gasto com uma possível amante.

Algum tempo depois, o Mauricio passou a trabalhar como empregado da Flash Power e eu tentava manter viva a empresa Bozzi & Pagano por minha própria conta. No mês de abril do ano 2000 tentávamos introduzir uma cachaça multidestilada no mercado brasileiro, bem como tentávamos exportá-la para alguns países que tínhamos contato, mas os negócios não iam bem. Ao levar a cachaça para um chef de cozinha francês aqui em São Paulo, sua avaliação foi frustrante:

“Você só está trabalhando com essa cachaça?” perguntou o chef, respondi que sim e ele então rebateu “essa cachaça é horrível, você não terá futuro nenhum com ela. Vou te indicar para uns amigos meus, que iniciam um negocio bem legal aqui no Brasil”.

E assim, numa segunda feira, 08 de maio de 2000 comecei a trabalhar como empregado na introdução da Veuve Clicquot no Brasil. Na quinta feira da mesma semana, fui tomar uma cerveja com o Mauricio para comemorar.

Ele ficou muito contente em me ver trabalhando com essa marca e também com a ajuda que o tal chef de cozinha havia me dado. Na mesa do bar, falavamos também sobre a empresa de cachaça, que tinha poucas chances de sucesso no formato em que se encontrava e cuja um dos sócios era parente de Antoninho da Rocha Marmo, uma criança santificada, responsável por inúmeros milagres na cidade de São Paulo.

Relembramos das diversas pessoas que tínhamos ajudado em épocas prosperas e decidimos que se um dia voltássemos a prosperar de novo, dedicaríamos parte de nossos ganhos para pesquisa e desenvolvimento de mecanismos inteligentes de ajuda humanitária, e assim, nossa monstrinha passaria a viver novamente.

Nesse instante lembrei-me de um sonho que tive, sobre uma viagem que fiz junto com a família de Marco Polo, na qual encontramos uma cidade futurística de Blemias, monstros sem cabeça que tinham suas faces no tórax.

As Blemias faziam parte de uma raça que havia evoluído dos humanos, só existiam mulheres na tribo, eram portadoras de intelecto brilhante. Em meu sonho, elas eram tão inteligentes que conseguiam sobreviver em segredo do resto da humanidade por milênios, em uma cidade nas alturas com um engenhoso projetor de hologramas que disfarçava a cidade inteira em uma montanha.
Sonho com as Blemyas - Agenda de Luiz Pagano, pagina de 11 de maio de 2000

Esse seres haviam ajudando a humanidade a chegarem no fim das guerras mundiais e a se livrarem da guerra fria nos anos 80 e 90 – a reprodução das blemias, mesmo em meu sonho, também era um mistério.

Decidimos que o nome dessa empresa de grande beneficio social seria Blemia, nada mais apropriado para uma empresa voltada ao comercio exterior, tal como Marco Polo foi, ter uma blemia, como mascote institucional. A blemia ou Blemya, como passamos a escrever, seria a empresa cuja mística de bondade em nossa sociedade seria tão grande como a do menino santo, Antoninho da Rocha Marmo.

Em 2007 eu criei um blog para a empresa, Bozzi & Pagano e também para a Blemya, já que não conseguíamos tirar a Blemya do papel ela passaria a viver virtualmente.

Meu sócio faleceu em dezembro de 2010 e nunca conseguimos reviver a Blemya em sua forma plena, ao menos na concepção que tivemos naquela quinta feira. Mas a Blemya vive – o Blog já teve perto de 200 mil acessos e grande parte de nossas idéias, algumas delas pioneiras são amplamente discutidas na internet.
Como vimos, as Blemyas existem apenas em um gênero, o feminino. A reprodução do Blemias não é mais um mistério, isso acontece quando um homem (a forma masculina para 'humanidade') ajuda outros de forma genuína.

Para mim é um grande orgulho continuar com esse projeto, eu tenho certeza que um dia viveremos em uma sociedade de pós-escassez, em que as religiões vão respeitarem umas as outras, dentro do princípio do omnismo, que vamos entender que o conceito de resíduos não existe e que a nossa proposta máxima, a de que somos indivíduos que devem interconectarem-se uns aos outros, neste planeta, com o espírito de fraternidade e ajuda mútua.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Roleta Russa Espacial

Atenção !! Cuidado com a nave espacial que vai cair entre hoje e amanhã!
Nesta edição extraordinária, a monstra Blemya, emite um alerta urgente sobre a queda de uma  nave espacial não-tripulada Progress 59, que está condenado a queimar na atmosfera da Terra nos próximos dias depois de não conseguir entregar mais de 3 toneladas de suprimentos para a Estação Espacial Internacional, o astronauta da Nasa Scott Kelly disse a repórteres em uma série de entrevistas na televisão. No video vemos vemos a Progress 59 caido rodando, despirocada, completamente fora de contole.

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A bola de fogo será brilhante o suficiente para que seja vista a luz do dia, disse Krag. Mas com mais de 70% da superfície da Terra coberta pela água, e apenas 3% da terra densamente povoada, as chances de alguem testemunhar isso, e mesmo de  ser atingido por escombros é minuscula.

Holger Krag, chefe do escritório da Agência Espacial Européia reponsavel por 'detritos em queda' em Darmstadt, disse que o risco de alguém ser atingido pela queda das partes da nave Progress são extremamente remotas. Em seis décadas de voo espacial, ninguém jamais foi atingido pela queda de hardware do espaço, disse ele.

"Ela não vai cair em um bloco só" disse ele,  a maior parte será destruida entre 80 km e 70 km de altura, e um número muito limitado de componentes têm o potencial para chegar ao solo. Estes serão espalhados por uma enorme distância, de até 1000 km, de modo que você pode encontrar uma única peça a cada 100 quilômetros,m maios ou menos", Krag disse ao The Guardian.

Mas não se preocupe!! a cada ano, 100 toneladas de objetos em orbita no espaço re-entram na atmosfera, a maioria deles queimam-se antes de atingir o solo. Os 'Defutos orbitais', apendices de naves espaciais e restos de  foguetes caem na Terra a cada semana. Objetos grandes, do tamanho da nave de carga Progress, ou até maiores, re-entram na atmosfera terrestre pelos menos, uma vez ao ano.

Como a monstinha Blamya diz - Eu estou pouco me lixando para essa nave...

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Brincando de esconde-esconde nas nuvens


Cloudrunner é um tipo de 'jet sky aéreo’, que usa um invólucro de gases para obter parte de sua força ascensoral, conciliado com hélices de sustentação, como os helicópteros ou os‘drones’.
Uma das primeiras quebras de paradigmas de Santos=Dumont aconteceu no dia 4 de julho de 1898, quando voou no balão Brasil, que usava hidrogênio para obter força ascensoral em seu invólucro de 113m3, com apenas 6 metros de diâmetro, o menor balão jamais construído. Depois disso, outros tantos paradigmas foram quebrados por ele até o voo do mais pesado que o ar pelo 14Bis.

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Sem duvida, o dirigível que Santos=Dumont mais gostou foi a da ‘Baladeuse’ (carruagem em francês), no ano de1903.

Tratava-se de fato de uma ‘carruagem aérea’, com um invólucro de 220m2 de hidrogênio, impulsionado por um motor Clement Bayard de 3hp, essa maravilha chegava a 30 km/h. O objetivo de Dumont com o ‘Baladeuse’ era criar um veiculo urbano que pudesse servir de pratico e elegante transporte individual.

Desde então, muito pouco vem se desenvolvendo no que diz respeito ao transporte aéreo individual, o ‘autogiro’ e o ‘jetpack’ são os que chegam mais perto disso.

Posto que a ciência parece estar travada nesse segmento, o sonho de subir aos céus, pulando de nuvem em nuvem, 110 anos depois, ainda é um sonho distante.

Para que não se perca as, a equipe do Blog NIMPS em parceria com Blemya criaram de forma ficcional o ‘CLOUDRUNNER’, também chamado de ‘cloudrider’.

Trata-se de um tipo de jetsky aéreo, que usa um invólucro de gases para obter parte de sua força ascensoral, conciliado com hélices de sustentação, tal qual os helicópteros ou os‘drones’.

'Cloudriders' brincando de esconde-esconde nas nuvens

Os motores de ascensão do ‘Cloudrider’ não são tão exigidos para tirar a aeronave do chão, posto que um sofisticado colchão de gases, com um sistema de mistura de gases, sob diferentes pressões, quase da conta disso sozinho.

Ele atinge grandes altitudes e o vôo pode ser silencio em algumas condições atmosféricas especificas propícias para se desligarem os motores, e sua velocidade varia muito de acordo com o vento.

Segundo nossos imaginários pilotos de teste, é impossível descrever a emoção de se brincar de esconde-esconde nas nuvens, tal qual um maroto anjo juvenil, dessa forma, somente um poeta como Wallace Stevens para nos passar as doces sensações de se deleitar nas nuvens.

“Os prazeres da mera circulação

O jardim revoava com o anjo
O anjo revoava com as nuvens
E as nuvens revoavam, e as nuvens revoavam
E as nuvens revoavam com as nuvens”.
Wallace Stevens

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